Cientistas Descobrem Gigantesco Recife de Coral na Foz do Rio Amazonas

Não é novidade que o homem vem destruindo uma grande parcela de fauna e flora que ainda nem se quer conhece, seja através do desmatamento ou pela utilização de produtos químicos em excesso que são derramados em rios e oceanos. A boa notícia é que uma equipe de brasileiros e americanos, liderados pelo pesquisador Rodrigo Moura, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriu um gigantesco recife de coral na foz do rio Amazonas, que vive em condições muito peculiares.

O recife de coral fica na fronteira entre o Estado do Amapá e a Guiana Francesa e ocupa uma área de 9,3 mil quilômetros – extensão que é cerca de 20% maior que a região metropolitana de São Paulo -, chegando à parte do rio Amazona que fica no Pará.

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Um dos fatos que surpreendeu os pesquisadores é que este recife, diferentemente de outros recifes tropicais, fica entre 30 e 120 metros de profundidade, numa zona de água barrenta, ou seja, num local com pouca incidência solar. No trecho sul, a pluma turva permanece por três meses do anos, possibilitando maior fotossíntese e, portanto, a vida de chifres-de-veado e outros corais coloridos. Já no trecho norte, onde a pluma barrenta permanece por mais da metade do ano, quem domina são as esponjas e criaturas carnívoras.

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Um dos primeiros espécimes recuperados pelos pesquisadores do recife (Patricia Yager)

“Tradicionalmente, a nossa compreensão dos recifes concentrou-se em recifes de corais rasos e tropicais que abrigam uma biodiversidade que rivaliza com florestas tropicais,”  disse Rebecca Albright em um e-mail. “Recentemente, nós começamos a explorar e apreciar diferentes tipos de recifes que existem em ambientes marginais. O novo sistema de recife amazônico descrito neste trabalho é outro exemplo de recife marginal que anteriormente não se sabia que existia”.

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Os cientistas a bordo do Atlantis observando os primeiros resultados da coleta (Patricia Yager)

Mas a noticia ruim é que recifes de corais pelo mundo, estão desaparecendo, alguns em função da mudança climática e outros por causa da poluição nos oceanos. Os cientistas alertaram sobre o risco que o recife corre por causa das mudanças climáticas e do desenvolvimento em escala industrial no rio Amazonas, isso sem falar nas perfurações em busca de petróleo que são feitas na região. Durante a última década, o governo brasileiro vendeu 80 blocos de exploração de petróleo e de perfuração na foz do rio. Vinte delas já estão produzindo.

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“À medida que os recifes de coral tropicais estão em declínio em todo o mundo (estamos atualmente no meio do terceiro evento global de branqueamento de coral), pode se tornar mais importante compreender que os organismos podem tolerar condições mais severas”, disse Albright. Oceanos aquecidos em todo o mundo estão atingindo os recifes, particularmente neste ano: 93% da Grande Barreira de Corais está sofrendo branqueamento atualmente.

O recife recém descoberto, certamente corre grande risco de se extinguir, mas vamos torcer para que o melhor aconteça!

Fontes: theatlantic e revistagalileu

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