Principais doenças das roseiras, como prevenir e formas de tratamento

Com o passar dos anos as roseiras foram sofrendo várias transformações. Diversos cruzamentos foram feitos para criar novas espécies híbridas que fossem mais resistente ao ataque de pragas e doenças. Ainda assim, existem alguns problemas que são muito comuns em roseiras, então falaremos um pouco sobre as principais doenças que atacam roseiras e como controlar.

Observação: Para garantir que as roseiras sofram menos com ataque de pragas e doenças, vale ressaltar a importância da adubação equilibrada. Assim como nós, as plantas precisam de vitaminas e nutrientes, por exemplo: Uma pessoa, para ser saudável e manter as doenças bem longe, precisa de uma alimentação balanceada, incluindo todo tipo de alimento rico em nutrientes (vitaminas e minerais), isto torna o indivíduo mais forte e menos susceptível a enfermidades. Assim como os humanos, as plantas também precisão de uma alimentação balanceada. Então a primeira orientação para ter uma roseira saudável é fazer adubações regulares. 

Alguns adubos como os que encontramos em super mercados e floriculturas (aqueles do tipo NPK 10-10-10 ou 4-14-08) geralmente não possuem todos os nutrientes necessários para manter a roseira saudável. Na maioria dos casos estes fertilizantes possuem apenas Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), mas uma planta precisa de diversos outros nutrientes como cálcio, magnésio, enxofre, boro, cloro, ferro, manganésio, zinco, cobre, molibdênio e níquel.

Por esta e outras é que recomendamos a utilização de adubos orgânicos, como esterco bovino ou de galinha curtidos, farinha de ossos, torta de mamona, húmus de minhoca e etc…

Adubação pré-plantio: 15 Kg de esterco de gado curtido e 200 g de farinha de ossos para cada metro quadrado de terra.

Adubação pós-plantio: 1 saco de 20 litros de esterco curtido + 200 gramas de farinha de ossos + 100 gramas de torta de mamona para cada metro quadrado de terra (devem ser feitas de 2 a 3 adubações por ano, levando em consideração que uma das adubações deve ser feita logo apos a poda drástica).

Tendo em vista que a adubação é um dos principais fatores preventivos para manter a saúde das plantas, vamos às doenças que atacam as roseiras e como controlá-las.

Principais doenças:

Cancro da haste: Pode ser identificado pelas manchas marrons que circundam os caules e que, depois, atingem as folhas. É causado por fungos que penetram pelos cortes da poda, nó de articulação do enxerto ou ferimentos deixados por espinhos arrancados.

Imagem via agronomicabr

Controle preventivo/alternativo: Como os fungos se desenvolvem nos restos de tecidos mortos junto aos cortes de poda, pode-se evitar isso fazendo cortes rentes a um broto ou folha. Pode e queime todos os galhos infectados. Desinfete a tesoura de poda com álcool antes de utiliza-la.

Galha da coroa: Doença bacteriana, a galha é um tumor arredondado e áspero, que aparece nos caules junto ao nível do solo. As plantas infectadas (geralmente a partir de ferimentos feitos por ferramentas de poda) perdem o viço e morrem.

Imagem via fitosanidad-problemasfitosanitarios

Controle preventivo/alternativo: Remova as partes infectadas e quando estiver podando, mergulhe a tesoura, entre um corte e outro, em um pote com álcool, para evitar o contágio.

Míldio: Uma camada empoeirada, de cor branca ou cinza, aparece nos caules, folhas e botões. As folhas enrolam-se e secam e os botões se enrugam. O míldio é provocado por fungos e se manifesta quando há muita umidade e pouco sol.

Observação: As manchas foliares (mancha de azeite) do míldio são translúcidas e vêem-se dos dois lados da folha, enquanto as manchas do oídio, pelo menos inicialmente, só se vêem do lado atacado, geralmente na página inferior da folha, tendo o aspecto de feltro branco sujo e depois cinzento, cheirando a mofo.

Imagem via sproulroses

Controle preventivo/alternativo: Tanto o Míldio quanto o Oídio podem ser controlados com a utilização do extrato de cavalinha.

Para isso misture 10 litros de água, sem cloro em 1 kg de cavalinha fresca, sem as raízes, ou 150 g de cavalinha seca. (É possível encontrar a cavalinha em lojas de ervas)

a) Coloque a cavalinha de molho, em maceração, em 10 litros de água, durante, no mínimo, 12 horas e, no máximo, 24 horas;
b) Levar a maceração ao fogo alto, até ferver. Ao levantar fervura, baixar o fogo, tampar e manter em fervura por 20 minutos;
c) aguardar o extrato esfriar e coar.

O extrato necessita ser diluído, antes de usar, na proporção de 200ml de extrato de cavalinha para cada litro de água. Usar esta diluição para pulverizar a planta afetada e o solo ao redor da mesma.

Em plantas com infestação severa de fungos: inicialmente, pulverizar todos os dias, por 3 dias consecutivos. Após este período, pulverizar a cada 3 dias, por 15 dias.
Em plantas com sintomas iniciais de infestação de fungos: pulverizar a cada 3 dias, por 15 dias seguidos.
Para fortalecimento da planta e como preventivo ao surgimento de fungos: em período de chuva, pulverizar o extrato a cada 7 dias, no período da seca, pulverizar a cada 15 dias.

Vídeo explicando como preparar o extrato de cavalinha por Neco Torquato do blog Mungo Verde:

Oídio: Manchas brancas pulverulentas nas folhas causadas por fungos, que vão alastrando até as cobrirem completamente. As folhas rapidamente amarelam e a planta pode morrer. Tem como característica aparecer primeiramente na parte superior das folhas, podendo alastrar-se para todas as partes da planta, incluindo caule e flores.

Imagem via salsacompimenta

Controle preventivo/alternativo: Na hora das regas recomenda-se lavar todas as folhas da roseira de cima para baixo no período da manhã a fim de evitar a infestação do fungo.

Para combater infestação recomenda-se a utilização de leite fresco de vaca (não utilizar leite de caixinha) à 5% quando a infestação estiver no início e 10% em casos de infestação mais avançada. Alguns agricultores têm utilizado a solução em concentrações de até 20% e obtido bons resultados.

Para se obter a concentração de 5 ou 10%, coloca-se 50 ou 100 ml de leite em 950 ou 900 ml de água (sem cloro), respectivamente. Para concentração de 20%, coloca-se 200 ml de leite em 800 ml de água (sem cloro). Para obter água sem cloro, pode-se utilizar água do poço, da chuva, ou deixar a água da torneira repousar por 12 hrs em um balde sem tampa, antes de utilizar.

A solução pode ser aplicada tanto preventivamente quanto em casos de infestação severa e deve ser pulverizada semanalmente.

Mancha negra: Pintas pretas formam-se nas folhas causadas por um fungo; o tecido ao redor da pinta torna-se amarelo. A doença geralmente ocorre em tempo úmido e espalha-se por esporos formados nas pintas e levados para outras plantas pela água da chuva ou das regas.

Imagem via agronomicabr

Controle preventivo/alternativo: Regue sempre no período da manhã. Remova as folhas e pode os galhos doentes antes do crescimento da primavera. Procure na cultivar as plantas muito próximas umas das outras.

A calda bordalesa tem se mostrado muito eficiente no controle de fungos e também pode ser utilizada para tratar outras doenças fúngicas como ferrugem e oídio. Para preparar cinco litros de calda são necessários cerca de 50 gramas de cal virgem e 50 gramas de sulfato de cobre. Os produtos devem ser dissolvidos separadamente e a solução de sulfato deve ser derramada sobre a cal. Outra opção é comprar a calda pronta, bastando dissolvê-la em água. A pulverização deve ser feita a cada 15 dias.

Ferrugem: Pústulas laranja-avermelhadas, semelhantes a papilas, aparecem na parte inferior da folha, que logo murcha e cai. No outono, os esporos tornam-se pretos, sobrevivem ao inverno e começam um novo ciclo na primavera.

Imagem via agrolink

Controle preventivo/alternativo: Remova e queime as parte infectadas. Espace as plantas para uma boa circulação do ar. evite molhar as folhas mais do que necessário.

Pode-se utilizar uma solução de alho tanto para prevenir quanto combater a ferrugem: 

  • 100 g de alho
  • 0,5 litro de água
  • 10 g de sabão
  • 2 colheres (de café) de óleo mineral

Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixa-se em repouso por 24 horas em 2 colheres de óleo mineral. À parte, dissolver 10 gramas de sabão em 0,5 litro de água. Misturar então, todos os ingredientes e filtrar. Antes de usar o preparado, diluir o mesmo em 10 litros de água, podendo no entanto ser utilizado em outras concentrações de acordo com a situação. (Esta solução também é eficiente no controle de Míldio)

Antracnose:

Imagem via marinrose

Fungos provocam nas folhas manchas brancas com anéis vermelho-escuros (eventualmente, as manchas ficam amarelas). Surgem vários buracos e as folhas caem. Nos caules aparecem manchas marrons com uma pinta clara no centro.

Controle preventivo/alternativo: Faça as regas de cima para baixo lavando bem as folhas e sempre no período da manhã. Em caso de manchas suspeitas, corte fora rapidamente as partes afetadas, com uma boa margem de segurança. Convém aplicar uma pasta à base de cobre ou uma mistura de canela com óleo mineral no local da ferida, para proteger e favorecer a cicatrização. Ao eliminar a infecção no início previne-se o alastramento da doença.

Veja também:

Fontes:

(Enciclopédia de Plantas e Flores – Editora Abril Cultural Vol. 3, p.458)

http://www.cnpma.embrapa.br/download/comunicado_14.pdf

http://mungoverde.blogspot.com.br/2016/08/extrato-de-cavalinha.html

www.fca.unesp.br/

https://pt.wikipedia.org/wiki/mildio

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/64520/1/CPATC-DOCUMENTOS-28-PRODUTOS-ALTERNATIVOS-PARA-CONTROLE-DE-DOENCAS-E-PRAGAS-EM-AGRICULTURA-ORGANI.pdf

http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC790664-1489-2,00.html

Jardineiro.net

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